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Design Thinking

A necessidade de manter o foco no usuário com o Design Thinking

Descubra o que é essa metodologia e como ela tem se tornado fundamental para o processo de inovar das empresas

Falar sobre inovação é um tema que geralmente desafia algumas empresas, uma vez que, a maioria não sabe por onde começar e nem quais ferramentas utilizar para implementá-la com eficiência.

O primeiro passo é começar por um diagnóstico que busca identificar quais são as áreas defasadas da empresa e que necessitam de um plano de ação para otimizar os resultados da organização como um todo.

Para isso, você pode baixar a nossa ferramenta Diagnóstico De Cultura De Inovação Corporativa, já que ela traz a avaliação da corporação em termos de maturidade de inovação e mostra pontos específicos para tornar a organização ainda mais inovadora. 

Neste artigo abordaremos os pontos chaves que permeiam o Design Thinking, bem como sua importância para o processo inovativo das empresas.

Boa leitura! 

O que é Design Thinking?

O Design Thinking é uma abordagem inovadora de resolução de problemas que tem ganhado destaque nos últimos anos. Essa metodologia surgiu nos anos 90, nos Estados Unidos, como uma forma de promover a criatividade e a inovação em projetos de design.

Uma das principais características do Design Thinking é o foco no ser humano. Isso significa que, ao invés de desenvolver soluções baseadas apenas em suposições e ideias preconcebidas, o Design Thinking se baseia na empatia para entender as necessidades, desejos e desafios do usuário. Para aplicar essa abordagem, são necessários cinco passos: empatia, definição, ideação, prototipação e teste.

Seguindo os 5 passos

  1. Empatia 

Um dos elementos mais importantes que compõem o processo de Design Thinking é a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender, de fato, as necessidades do consumidor final.

Em outras palavras, quando nos colocamos no lugar do usuário e vemos o mundo por meio de seus olhos, podemos criar soluções mais eficazes e significativas que atendam às suas necessidades reais. 

Portanto, a empatia nos ajuda a definir melhor os problemas que estamos tentando resolver e a encontrar soluções que realmente agreguem valor para as pessoas.

  1. Definição

Numa etapa posterior, a definição nos ajuda a compreender e delimitar o problema que estamos tentando resolver. Ao definir claramente o escopo do desafio, direcionamos os nossos esforços para onde serão gerados impactos positivos.

A definição também nos ajuda a estabelecer critérios de sucesso e a medir o impacto de nossas soluções. É uma etapa crítica que nos permite avançar com confiança no processo de criação e inovação.

  1. Ideação

Como todo bom processo criativo exige a “geração de ideias”, com o Design Thinking não seria diferente. Nesse momento, com o problema e as prioridades já definidas, é o momento de deixar as ideias fluírem entre a equipe para que o foco esteja totalmente voltado para a solução do problema.

Uma das técnicas mais conhecidas e utilizadas, são as sessões de brainstorming, que consistem basicamente no compartilhamento de ideias que serão úteis para chegar até o modelo final dessa abordagem (a fase de testes).

  1. Prototipação

Como o próprio nome já diz, aqui temos a uma fase que antecede a execução de qualquer ideia, por isso são criados os “protótipos”.

O ponto chave aqui é que seja passado a limpo as ideias que foram geradas na fase anterior para fazer com o que seja criada uma versão inicial daquilo que foi pensado, reduzindo o risco de falhas que poderiam custar muito tempo e dinheiro da organização. 

Se o seu time está criando um site e, por exemplo, você não tem tempo suficiente para construí-lo por inteiro, o ideal seria criar apenas a página inicial para que se tenha uma noção sobre o restante da estrutura. Isso é o que chamamos de “protótipo”.

  1. Testes

Aqui acontece a oportunidade de validar nossas ideias e protótipos em um ambiente real, identificar pontos fracos e fortes, coletar feedbacks valiosos e iterar o projeto com base nas informações coletadas. 

Os testes nos ajudam a refinar nossas soluções e garantir que estamos criando algo que realmente resolva o problema de forma eficaz. É uma etapa crítica que nos permite não só criar soluções inovadoras, mas também mensurar os resultados obtidos para que novas melhorias sejam feitas no futuro.

Demonstrando na prática

Case Natura

Um exemplo interessante da aplicação do Design Thinking é o case da Natura. A empresa, que é reconhecida por seus produtos de beleza sustentáveis e pela preocupação com o meio ambiente, utilizou a metodologia para criar um novo modelo de negócio que alinhasse suas práticas empresariais com seus valores.

Para encontrar uma solução, os pesquisadores da marca adotaram uma abordagem empática, hospedando-se na casa de consumidores para verificar como eles usavam o shampoo no dia a dia. Através dessa imersão, a equipe de design thinking percebeu que as pessoas preferem comprar refis, pois além de serem mais baratos, ocupam menos espaço no armário do banheiro.

Com base nessa informação, a Natura desenvolveu uma embalagem 70% mais barata e que ocupa 94% menos espaço que a média de outros vidros de shampoo, tornando a linha Sou o cosmético mais sustentável da empresa.

 

Case Havaianas

A marca tão querida e adorada pelos brasileiros não ficou de fora e se tornou um case emblemático. Com o objetivo de lançar bolsas para a São Paulo Fashion Week, a empresa contratou a IDEO, uma consultoria especializada em Design Thinking referência no cenário mundial.

Os pesquisadores então passaram a conversar com pessoas não só do Brasil, mas de outros países como: Austrália, Índia, Inglaterra e França, buscando entender principalmente qual a percepção esses consumidores tinham da marca.

Ou seja, eles colocaram seu foco 100% no cliente e desenvolveram produtos —passando pelas etapas de prototipação e testes — com base na suas necessidades reais. Como resultado a Havaianas não só estreou suas bolsas no São Paulo Fashion Week em 2008, como também as lançaram mundialmente em 2009.

 

Case Plastipak

Assim como o Design Thinking, a Ambidestria Organizacional requer uma transformação cultural na empresa, com mudanças nos processos, nas estruturas e nas mentalidades dos colaboradores. 

Um dos cases mais emblemáticos que atuamos é o da Plastipak, uma fabricante de embalagens plásticas. De começo, desenvolvemos um programa que tinha como objetivo facilitar o desenvolvimento da cultura de inovação na empresa, incentivar o uso de metodologias ágeis e disseminar ferramentas de inovação no dia a dia.

O projeto contou com nosso time de especialistas durante todo o processo, desde a identificação dos desafios e do mapeamento das oportunidades de melhorias de cultura na empresa, até o desenvolvimento e execução de soluções e testes para os obstáculos levantados pelos times de trabalho.

A matéria do blog (Clique aqui e leia a nossa matéria completa) da Plastipak mostra como a empresa lidou com essas transformações de forma positiva e trouxe uma experiência única para o ambiente de trabalho.

Como aplicá-la no seu negócio?

Agora que você já sabe no que consiste o Design Thinking, por que não aprender como você pode aplicá-lo no seu negócio? Confira o passo a passo para ter um pensamento voltado para a inovação: 

Compreenda o problema: identifique o problema que sua empresa precisa resolver e busque compreender profundamente as necessidades e desejos dos usuários envolvidos.

Pesquise: realize pesquisas para coletar informações relevantes sobre o problema e os usuários, utilizando técnicas como entrevistas, observação e análise de dados.

Ideação: crie uma equipe multidisciplinar e estimule a colaboração e a criatividade para gerar ideias inovadoras para solucionar o problema identificado.

Prototipagem: construa protótipos das ideias geradas, testando e avaliando sua eficácia junto aos usuários.

Teste: realize testes com os protótipos desenvolvidos e colete feedback dos usuários para avaliar a efetividade da solução.

Implementação: implemente a solução escolhida após avaliar os resultados dos testes e adapte-a continuamente para melhorar sua eficácia no longo prazo, afinal, é um processo que exige melhoria constante.

Além disso, assista o nosso Webinar e entenda como construir uma cultura de inovação nas empresas, algo essencial para dar seus primeiros passos e direcionar o seu foco para o que realmente importa: as necessidades do seu público-alvo.

As principais ferramentas para pensar fora da caixa

Canvas Scamper

Com a ferramenta Canvas Scamper gerar ideias se torna um processo fluído e estimula um maior engajamento entre a equipe. Na prática, é uma técnica de geração de ideias (clique aqui para baixar a ferramenta) que ajuda a equipe a pensar de forma criativa e inovadora para resolver problemas e encontrar soluções para desafios empresariais.

 

Canvas Empatia

Desenvolver produtos e serviços exige a habilidade de se colocar no lugar das pessoas que vão consumi-los, ou seja, é imprescindível que essa ferramenta faça parte do seu portfólio.

O Canvas de Empatia (clique aqui para baixar a ferramenta) é uma ferramenta de inovação que permite que empresas e equipes entendam melhor as necessidades, desejos e comportamentos dos usuários para desenvolver soluções mais eficazes e relevantes para eles.

 

Canvas Persona

Entender a dor de quem será o seu público-alvo com certeza precisa estar bem definido para toda a equipe, afinal, você não quer criar soluções que não solucionem nada, certo?

O objetivo de trabalhar com o Canvas de Persona (clique aqui para baixar a ferramenta) é criar um perfil que sintetize as principais características dos clientes, assim, a empresa ou startup consegue criar estratégias alinhadas ao seu público, capazes de atender suas demandas.

 

Canvas de Estruturação do Processo de Descoberta

O Canvas de Estruturação do Processo de Descoberta (clique aqui para baixar a ferramenta) é uma ferramenta de inovação que ajuda as empresas e equipes a estruturar o processo de descoberta, definir as etapas do processo e garantir que cada etapa esteja alinhada com os objetivos de inovação da empresa.

Portanto, ele melhora a comunicação interna entre os times e auxilia na identificação dos pontos a serem desenvolvidos, algo fundamental para aumentar sua assertividade na implementação do Design Thinking na cultura da sua empresa.

 

Canvas Storyboard

Ao criar histórias visuais com o Canvas Storyboard, a equipe pode comunicar ideias de forma clara e concisa, além de ajudar a identificar problemas e desafios que possam surgir no processo de desenvolvimento. Essa ferramenta também é útil para testar ideias com os usuários e obter feedback para aprimorar o projeto.

Portanto, o Canvas Storyboard (clique aqui para baixar a ferramenta) serve como uma bússola visual para a equipe de trabalho, fazendo com que o time saiba todos os processos que irão acontecer até a concretização do projeto.

Faça parte do ecossistema de inovação e eleve a competitividade da sua empresa

 Já ouviu a expressão “treino é treino, jogo é jogo”? Nessa matéria passamos sobre os principais conceitos de Design Thinking, empresas que obtiveram sucesso em aplicá-lo e separamos dicas valiosas para você mesmo aplicar no seu negócio.

Portanto, é fundamental que as empresas comecem a aplicar essa metodologia em seus processos de inovação, entendendo as necessidades dos clientes e gerando soluções focadas em solucionar a dor da persona.

E quando falamos de inovação, temos um time especializado para auxiliá-lo nessa jornada que não só promove ideias criativas para seu negócio, mas também alinha sua equipe para estar sempre focada nos objetivos da organização e eleva a competitividade do seu negócio.

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