Relacionamento Corporate – Startup. Coisas que você precisa saber para ter sucesso.

Mais de 50% das empresas atualmente listadas na S&P500 serão substituídas nos próximos 10 anos, e uma em cada três dessas empresas corre o risco de sair da lista já nos próximos cinco anos.

O que está acontecendo e como é possível manter a liderança nesse futuro tão dinâmico ?

 

Nesse post vamos dar informações e ferramentas para você:

  • Entender o que faz ou não faz sentido para a sua empresa e seu time
  • Analisar e escolher iniciativas alinhadas aos seus objetivos estratégicos
  • Fazer a avaliação essencial de expectativa de comprometimento Corporate – Startup

 

Lutar, ignorar ou colaborar ?

Veja, essa mudança não está acontecendo por acaso. O avanço exponencial da tecnologia da informação, e o consequente barateamento de infraestrutura e aumento da facilidade no acesso a informação, está permitindo que novas empresas e novos modelos de negócio surjam e sejam levados a mercado numa velocidade que não era possível até a última década. Novas empresas que usam tecnologia e metodologia para serem altamente escaláveis – as startups – surgem a todo momento, e quando conseguem atravessar o famoso “vale da morte” e suas armadilhas, que as matam logo nos primeiros anos de vida,  passam a competir de igual para igual com gigantes do mercado, endereçando nichos importantes e criando novas fontes e possibilidades de receita que até então não pareciam viáveis.

Nesse contexto, as médias e grandes empresas podem enxergar as Startups como suas inimigas, criando um cenário de combate infinito contra um gigantesco número de novos negócios ágeis, que se renova todos os dias, podem ignorá-las, ficando à mercê do acaso, ou podem escolher o caminho da colaboração, da união de forças, criando processos para aproveitar as melhores oportunidades, disponibilizando suas estruturas, sua capilaridade e conhecimento para participar ativamente de novos negócios, ou mesmo solucionar desafios do dia a dia de ambas as partes.

Após muitos projetos de inovação aberta (e fechada), nossa experiência mostra que a terceira opção é a mais inteligente, e por isso estruturamos formas viáveis e ágeis para viabilizar esse tipo de interação entre grandes e médias empresas e startups de diversos nichos.

Mas como é possível fazer essa conexão de maneira estruturada, com baixo risco e garantindo o melhor ROI ?

Entenda primeiro o que faz sentido para a sua empresa e seu time

Não adianta sair por aí atirando para todo lado. Para estruturar processos de inovação aberta é preciso investigar detalhes e entender o que faz sentido para a sua empresa e para o seu time nesse momento. Qual a visão dos líderes e a suas expectativas em relação a esse tipo de iniciativa ? Nesse emaranhado de possibilidades, quais os melhores e mais viáveis caminhos? Qual a visão de curto, de médio e de longo prazo ?

Costumamos dizer que o primeiro passo para inovar é buscar o alinhamento estratégico, e envolver o time de liderança nas tomadas de decisão, do C-Level a, no mínimo, a média gerência. É preciso estruturar a visão, a direção, as táticas, as parcerias e os indicadores que serão utilizados, ou nem ao menos saberemos se estamos tendo sucesso.

O pragmatismo ajuda bastante nessa hora e, inclusive, existe uma ferramenta simples e gratuita para ajudar nessa missão, e que já foi aplicada com sucesso por diversos de nossos clientes. Caso você não conheça,  você pode acessá-la nesse link.

Innovation Assessment Canvas

Uma vez que você começar a estruturar esse assunto, certamente vai se deparar com algumas dúvidas comuns:

  • Como começar e como decidir qual ou quais as abordagens e programas mais adequados para nosso time ?
  • Quem são os players e parceiros internos e externos que precisaremos ?
  • Vamos focar em uma área específica ou faremos algo mais abrangente ?
  • Quem coordenará tudo isso e quais métricas utilizaremos ? 
  • Como será o processo interno para executar as novas iniciativas ou demandas ?
  • Como vamos garantir a governança ?

É, meu caro. Se vai fazer uma iniciativa estruturada e alinhada estrategicamente, e quer aumentar as chances de sucesso, será essencial obter informações e alinhar as coisas, ou cairá nas garras do que chamamos de “Teatro da Inovação”: muitos post-its, pufes e paredes coloridas, mas nada de resultados.

Você não quer cair nessa, certo? Para te ajudar nessa caminhada, levantamos algumas coisas importantes para você e seu time terem em mente.

Escolha iniciativas alinhadas ao o seu objetivo e sua realidade operacional

A escolha da iniciativa de conexão com Startups e com o ecossistema de inovação aberta é bastante estratégica, e a tomada de decisão deve ser fortemente avaliada no contexto de sua realidade operacional, suas expectativas, seus objetivos e recursos disponíveis

Sobre este último assunto recomendamos a leitura do artigo “Como Usar Incentivos Fiscais Para Promover a Inovação na Sua Empresa”.

Por exemplo, fazer a aquisição de uma startup pode ser uma ótima forma de rapidamente ter acesso a conhecimento, tecnologias, know how e até talentos, mas provavelmente não é a melhor forma de agir caso seu objetivo seja trazer mais inovação e empreendedorismo para a cultura da empresa.

Da mesma forma, se a empresa se deparou com um desafio específico e está com dificuldades de solucioná-lo, talvez o melhor caminho seja contratar uma Startup, o famoso procurement, e junto a ela fazer uma prova de conceito (POC) ou mesmo contratar e implementar a solução completa. E veja, uma coisa interessante de trabalhar com Startups é que muitas vezes ela está disposta a fazer ajustes e adaptações na solução para suprir suas necessidades específica e assim poder te-lo como cliente – e empresas maiores muitas vezes não fazem isso. Apenas tenha cuidado para não exigir demais e dificultar o dia a dia da Startup, possivelmente prejudicando seu processo de desenvolvimento de um produto altamente escalável.

Seja cauteloso: qualquer coisa que diminua a velocidade de uma startup compromete radicalmente suas chances de sucesso.

Veja alguns objetivos e vantagens que se pode ter no relacionamento com Startups:

  • Adaptar a cultura da empresa, trazendo o mindset de startup, inovação e empreendedorismo para dentro da organização.
  • Reforçar a marca da empresa, melhorando ou modificando seu posicionamento para atrair ou reter clientes, parceiros e talentos.
  • Solucionar desafios específicos da empresa, com tecnologia de ponta, mais rápido e com menor risco.
  • Expandir e liderar novos mercados, ou encontrar novas fontes de receita para produtos e tecnologias existentes, acessando novas capacidades, conhecimentos ou canais.

Para cada um desses objetivos, existem iniciativas que são mais (ou menos) indicadas. Na figura abaixo, os quadrantes pintados de amarelo escuro indicam que a iniciativa é (geralmente) mais adequada para um determinado objetivo, e os quadrante mais claros são menos indicados.

É claro que não há uma regra escrita em pedra para o que deve ou não se feito, mas a figura nos permite ter alguns insights que podem ajudar na tomada de decisão. 

Faça uma análise de Comprometimento

Agora que você já alinhou o time, enumerou algumas táticas que parecem adequadas, usou o Canvas para discutir as parcerias e as métricas que podem ser utilizadas, e está munido com um arsenal de informações, um próximo passo importante é verificar se o caminho que você escolheu entrega o compromisso que você deseja da Startup. É preciso também avaliar se o compromisso que você, seu time ou sua empresa deverão entregar estão ajustados com as iniciativas escolhidas.

Por exemplo, se você deseja ter alto compromisso da Startup, não adianta você promover eventos e/ou hackathons, pois esse tipo de iniciativa é ótimo para uma série de coisas, mas certamente não é o melhor caminho para se ter um compromisso elevado entre a Startup e a empresa.

Já se, por exemplo, a área de Supply Chain ou de Recursos Humanos está com algum desafio operacional ou de tecnologia, é provável que não seja necessário adquirir uma nova empresa para solucionar a questão. Talvez um processo de busca (screening), algumas sessões de pitch com avaliação do time interno e uma POC bem controlada já satisfaçam as necessidades iniciais, com baixo investimento, baixo risco, e de quebra ainda promovam um impacto positivo na cultura da empresa.

Parece óbvio, certo? Mas é exatamente nesse ponto que muitas empresas erram, criando expectativas que não são adequadas para o tipo de iniciativa escolhida.

Para fugir dessa cilada, o trabalho que deve ser feito é exatamente o de entender e ajustas as ações escolhidas em função do comprometimento desejado e disponível. Medir o risco envolvido nas ações e, geralmente, pensar grande, mas começar pequeno.

Resumimos alguns casos no gráfico da figura a seguir para facilitar a visualização de algumas possibilidades e suas demandas por comprometimento. Para a direita e para o alto, aumentam-se os compromisso da empresa e da startup, respectivamente, e vice-versa.

Fique a vontade para copiar, colar e utilizar nossas figuras na sua apresentação quando for discutir esse tema com seus pares ! Estamos aqui para ajudar.

A essa altura do campeonato você já deve ter tirado bastante neblina do retrovisor, certo ? Não se esqueça, a inovação e o empreendedorismo vieram para ficar, e são ótimas ferramentas para criar um mundo melhor para as pessoas, para as empresas e para a sociedade – mas é preciso ter método para colher os melhores resultados e gerar os maiores impactos positivos.

Para mais insights e informações como essa, acesse nosso blog.

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