6 benefícios da inovação aberta na Indústria 4.0

Inovação Aberta na Indústria 4.0

A inovação aberta precisa fazer parte da Indústria 4.0. É um processo em que novas tecnologias garantem empresas bem posicionadas para o futuro. E tudo a partir de uma visão colaborativa que faz toda a diferença para enfrentar momentos de crise, como o da pandemia.

 

Falar em uma empresa moderna é saber que ela está em conexão com o mundo, pronta para abrir o seu mindset e embarcar em novas experiências. No meio corporativo, isso tem tudo a ver com disrupção e inovação aberta, presentes na Indústria 4.0.

É algo em que as grandes empresas já estão ligadas, num caminho que agrega parceiros, em busca de maior eficiência e competitividade. 

Nesse artigo, você vai entender que isso está por trás de um percurso para as novas oportunidades, a partir do incentivo a modelos de negócios diferenciados e baseados em dinâmicas colaborativas. Afinal, pensar em maior produtividade é saber que muitas cabeças pensam melhor do que uma!

 

A noção de Indústria 4.0

Para entender melhor o que inovação aberta tem a ver com Indústria 4.0, é bem importante conhecer a tão falada Quarta Revolução Industrial. É um termo que trata de mudanças nas formas de produção e nos modelos de negócios relacionados à inovação tecnológica.

Pensar em Indústria 4.0 é levar em conta os impactos de questões como inteligência artificial, Big Data, computação em nuvem, análise de dados e Internet das Coisas (IoT) para as empresas e seus processos produtivos. É um conceito mencionado, pela primeira vez, durante a edição de 2011 da Feira de Hannover, um dos maiores eventos do mundo no que se refere à tecnologia e automação industrial. 

Desde então, os debates e a adaptação corporativa a esse modelo de produção focado em inovações ganha cada vez mais espaço em processos de automação industrial mais eficientes, customizáveis e independentes. O resultado é uma dinâmica de manufatura mais ágil, inteligente e produtiva. 

À medida que a indústria avança nas tecnologias da quarta revolução industrial, os processos passam a ser visíveis, trazendo transparência à organização, sendo então capaz de ser predizível e por último, o sistema para a ser adaptável. Tudo isto, baseado no processamento dos dados da produção, com várias tecnologias habilitadoras. 

Como a inovação aberta faz parte disso tudo? É o que vamos descobrir agora!

 

A inovação aberta é o futuro

A inovação aberta (open innovation) nada mais é do que uma das formas mais eficientes de transformar os processos de uma empresa, muitas vezes até criando um novo modelo de negócio. Tudo isso a partir da conexão com parceiros externos, sem depender apenas de uma equipe interna.

A estratégia foi apresentada pelo pesquisador Henry Chesbrough, da Harvard Business School. O ex-executivo do Vale do Silício lançou um livro, no ano de 2003, trazendo essa proposta de inovação colaborativa, a partir do envolvimento do ecossistema de stakeholders, englobando clientes, fornecedores, institutos de pesquisa, órgãos públicos, startups e empresas parceiras.

É um contraponto ao modelo de inovação fechada, empregado até então. A ideia é somar forças, gerando benefícios para todas as partes envolvidas. E existem diversas estratégias de inovação aberta que a sua empresa pode adotar.
Em seguida, você pode conhecer algumas das principais.

 

Inovação Incremental: Conexão com Startups

Esse tipo de inovação tem a ver com melhoria dos processos e produtos do seu negócio. E uma das melhores formas de realizar isso é conectar-se com startups, por meio da contratação ativa ou pela criação de um programa para que elas trabalhem juntas, na solução dos problemas existentes. 

Isso só será feito após o levantamento interno de necessidades e dores do seu negócio, com a coleta de opiniões tanto da sua equipe estratégica quanto operacional. 

 

 

Inovação disruptiva: spin-off do negócio

Apostar na inovação disruptiva, rompendo padrões, é outro caminho possível. Isso pode ser aplicado, por exemplo, à criação de uma spin-off, ou empresa derivada do seu core business. 

É uma estratégia que possibilita voltar os olhos a novos nichos de mercado e públicos, sem comprometer a renda já consolidada. Nesse sentido, vale pensar em modelos de negócio digitais e escaláveis, como startups ou marketplaces. 

 

 

Incorporando a inovação: joint venture ou aquisição de startups

A incorporação é a base de outra estratégia de inovação aberta. Aqui, numa situação hipotética, pode ser realizada a compra de uma startup do seu nicho de mercado. Ela fará parte dos seus produtos e soluções e vai agregar receita ao seu negócio. 

Também é possível criar uma joint venture estabelecendo aliança com outras empresas, numa base colaborativa com foco comercial ou de aprimoramento tecnológico.

 

Por que implementar a inovação aberta na Indústria 4.0?

Percorrido o caminho de conhecer os conceitos de Indústria 4.0 e inovação aberta, fica fácil de entender o quanto eles estão interligados, não é mesmo? E um ótimo exemplo está relacionado à capacidade de adaptação do modelo de negócio no atual cenário da pandemia.

De acordo com uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas que investiram na adaptação ao cenário da Indústria 4.0 se mostram mais resilientes aos impactos da crise. Das que integraram até três tecnologias aos processos produtivos, 54% registraram lucro igual ou maior que o período pré-pandemia. E o índice cai para 47% nos negócios que não se adequaram à modernidade. 

Ou seja, quem adere à inovação aberta, tem mais facilidade em colher esses seis benefícios que separamos, ou seja:

 

  1. Redução no tempo e custo para inovar: atuar com uma ampla rede de parceiros em colaboração é a receita certa para um melhor custo-benefício. Isso reduz gastos com equipe, equipamentos e espaços. até porque há mais profissionais e organizações envolvidos, o que acelera o processo, incentiva a criatividade e a troca de ideias É uma forma lucrativa de inovar e sair na frente da concorrência; 
  2. Redução no risco do negócio: a visão de outras companhias, das startups, dos clientes, dos fornecedores e das universidades gera dados mais confiáveis e amplos. Trata-se de um contexto colaborativo favorável à melhor tomada de decisão;
  3. Aumenta o retorno sobre o investimento (ROI): menos riscos, menores custos e mais agilidade na hora de inovar geram maior potencial de receita. Ou seja, a inovação aberta pode ser muito mais lucrativa;
  4. Novos mercados e oportunidades: enquanto a inovação fechada foca funções e produtos já existentes, a inovação aberta cria grandes rupturas. Ela dá vida a novos produtos, além de abrir mercados e oportunidades de negócio, que resultam em mais receita e lucro. A criação dos bancos digitais é um bom exemplo disso;
  5. A vez do networking: abrindo o seu leque de oportunidades, a inovação aberta faz você sair do seu círculo restrito de contatos. Sua empresa cria um ecossistema de colaboração com profissionais de outras áreas, instituições de ensino, organizações públicas e privadas, colhendo excelentes frutos dessa ampliação de relacionamento;
  6. Democratização do acesso às ideias: a inovação aberta é um processo democrático de cocriação. Isso facilita o caminho de dar vida a novidades e diferenciar produtos e serviços. E tudo acontece com mais agilidade e tendo a oportunidade de um rico intercâmbio de experiências e conhecimentos.   

Está vendo por que a inovação aberta é fundamental para os negócios que buscam ser mais inteligentes e competitivos, nesses tempos de globalização e conectividade? Empresa moderna não se fecha, se abre para um mundo de oportunidades!

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