O que deve mudar na cadeia de alimentos pós Covid-19

Em quantos anos você se imagina acordando, indo até a sua cozinha e imprimindo seu café da manhã em uma impressora 3D?

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Aceleração de mudanças

Transformação digital, automatização, robôs, trabalho remoto, flexibilidade e por aí vai… Há tempos já ouvíamos estes termos e sabíamos que eles fariam parte do futuro, mas certamente não se falava que a experimentação de alguns deles aconteceria assim, tão rápido, em um contexto de pandemia mundial.

O momento atual está exigindo que empresas e indústrias de todos os setores e tamanhos se adaptem e se reinventem, procurando manter seus negócios girando. Opções como home-office estão disponíveis, mas não para todos, e o momento requer muita criatividade e ações rápidas.

A cadeia de alimentos é uma das que não podem parar. Por isso uma boa vitrine para de criatividade, tendências, ações e mudanças. Com a adoção do isolamento social, vimos novas posturas internas, adaptações de trabalho, novos meios de produção, de distribuição e de comunicação.

Ao atravessar este cenário, muitos acreditam que o futuro da cadeia de alimentos não será o mesmo. Já estávamos vivendo uma mudança significativa na relação dos consumidores com os alimentos e o futuro pós Covid-19 será diferente em muitos aspectos:

Rastreabilidade, Segurança, Sustentabilidade

Uma das preocupações mais latentes e, portanto, uma das primeiras na qual são esperadas mudanças, é relacionada à qualidade e procedência dos alimentos, assim como o impacto da sua produção no meio ambiente. Isso exige controle e rastreabilidade de toda a produção para que consumidores tenham acesso a informações, que muitas vezes ainda não estão disponíveis.

Soluções para Embalagens

As embalagens inteligentes com ativos antimicrobianos e biodegradáveis já existem, mas o trauma pós Corona vírus torna esta área muito fértil para que essa tecnologia saia dos laboratórios e apareça nas prateleiras dos supermercados.

Novas Formas de Consumo, Desperdício

As campanhas em favorecimento do comércio local e venda online aumentaram, mudando, ao menos momentaneamente, a maneira de consumo, distribuição e o desperdício dos alimentos. De um lado temos a distribuição local que contribui para uma cadeia logística mais sustentável e do outro notamos o aparecimento de robôs programados para agilizar o processo de distribuição e minimizar os danos aos alimentos durante seu transporte.

Alimentos de Base Vegetal (Plant Based Foods)

Além dos hambúrgueres que vem despertando curiosidade, outros produtos à base de plantas ganharão cada vez mais espaço, como por exemplo o sal feito de plantas naturais, como já podemos encontrar algumas opções disponíveis no mercado, disputando espaço com o sal marinho.

Confira este webinar, no qual falamos sobre o potencial deste mercado no Brasil, não apenas mercadológico, mas também sobre potencial tecnológico do país para produção plant based.

Novos ingredientes (Biodiversidade), Aproveitamento Integral da Matéria Prima

A busca por novas fontes de alimentos, principalmente aproveitando biomas locais, receberá atenção e ganhará mercado.

Hoje três quartos da comida do mundo são derivados de cerca de 15 plantas e cinco espécies animais. Neste novo contexto, o Brasil ganhará destaque por possuir 6 Biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pantanal e Pampa) ricos em variedades de frutas, castanhas e plantas.

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Possibilidades que se aproximam

Pensando de uma maneira mais radical, o próximo degrau será a produção de alimentos sintéticos em laboratórios. Além de controle sanitário, epidemiológico, controle de qualidade, aspectos nutricionais, zero ou baixa emissão de gases de efeito estufa, esta prática abrirá espaço para que robôs inteligentes preparem terras para a agricultura regenerativa e reflorestamento.

Por mais radical e distante que algumas situações pareçam, falamos aqui de tecnologias que já existem ou estão em desenvolvimento, assim como a cena com a impressora 3D do início do texto. Mesmo que o produto já exista, parece uma realidade distante e realmente não temos como afirmar quando viveremos a rotina de imprimir nosso café da manhã. Alguns exemplos de tecnologias de IA com grandes potenciais de aplicação no setor foram debatidos e expostos neste webinar por nossos convidados!

Neste momento, ainda enfrentando um cenário volátil e instável, conseguimos afirmar que não importa o quão distante estávamos deste momento, no dia hoje, estamos bem mais próximos.

Assim é com todo o processo de automatização e modernização da cadeia de alimentos, passando por mudanças significativas para atender um mercado consumidor diferente e abrindo um leque de oportunidades para empresas que querem liderar esta mudança.

Liderando a mudança

O TechStart Food Innovation é um Programa de Aceleração e Conexão da Cadeia de Ingredientes, Alimentos, Bebidas e Embalagens, realizado pela Conexão.f, Food Ventures, Venture Hub e ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos), que visa ser um grande radar de tendências e de aceleração de negócios dentro de 8 grandes áreas do setor, que você pode conferir no site oficial do programa.

É uma maneira assertiva e eficiente que permite empresas acessarem novos mercados e tecnologias de forma viável, além da oportunidade de entender, participar e investir em novos negócios.

O Programa terá início em Novembro e já está com possibilidades abertas para participação de empresas.

É possível, inclusive, participar por meio da Lei do Bem. Explicamos como, neste artigo.

Até a próxima.

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