Saiba o que a ambidestria organizacional pode fazer pela sua empresa

Cada vez mais a excelência operacional da sua empresa passa pelo equilíbrio entre disrupção e aprimoramento dos produtos e serviços. Entenda como equacionar resultados de curto e longo prazos.

Lidar com atividades de naturezas distintas dentro da mesma organização e arriscar, ao mesmo tempo em que realiza investimentos seguros naquilo que já vem trazendo resultados. Assim funciona a ambidestria organizacional na prática.

A empresa que implementa esse princípio é aquela em que a gestão de inovação valoriza os recursos e conquistas já existentes. É a chave para impulsionar processos disruptivos, melhorando a eficiência do que já vem funcionando bem. Um caminho que garante o cuidado com a base, apostando em ações de curto e longo prazo, com o entendimento de que inovação nem sempre precisa ser radical.

 

O que significa Ambidestria Organizacional?

O ser humano possui um lado do corpo que utiliza com mais frequência ou com o qual tem maior habilidade. Isso vai definir se ele será classificado como destro ou canhoto. Entretanto, alguns indivíduos possuem a capacidade de serem igualmente habilidosos com ambas as partes do corpo, o que chamamos de ambidestria.

Esse mesmo conceito também foi levado para as organizações, com o objetivo de alinhar estratégias visando inovação, com o paralelo aumento da eficiência dos processos. E o responsável por trazer à tona a noção de ambidestria organizacional foi o professor de administração da Universidade de Stanford, Charles O’Reilly.

No início dos anos 90, quando se dedicava a entender mais sobre lideranças disruptivas, percebeu a necessidade de investir na melhoria constante de processos, serviços e produtos já existentes nas organizações, e por outro lado inovar e antecipar as necessidades dos clientes. Tudo ao mesmo tempo.

A proposta quebrou paradigmas, ao mostrar que muitas empresas se preocupam com as estratégias que geram resultado para o hoje, deixando de lado o planejamento para o futuro, ou se preocupam apenas com inovação, sem investir em excelência e consolidação.

A visão gerencial apoiada no fundamento da ambidestria organizacional torna possível o equilíbrio entre as chamadas inovações radicais e incrementais. A primeira representa mais impacto e implica em maiores riscos, com gerenciamento um tanto complexo. Já a segunda está ligada a melhorias graduais nos produtos e processos já existentes, com menos risco e mais facilidade.

Não há outro caminho. Organizações que buscam se manter fortes e competitivas no mercado, precisam ter em mente a necessidade de criar um portfólio de inovação bem estruturado, balanceando as inovações incrementais e radicais.

 

Exploration e Exploitation

Vimos que a ambidestria organizacional é a capacidade da empresa em mudar o mindset e inovar, sem deixar de dar atenção a produtos, serviços e processos já instituídos, livrando a organização dos riscos em focar apenas em uma atividade.

No estudo de outro professor da Stanford, James G. March, chamado Exploration and Exploitation in Organizational Learning, o desafio de conciliar duas operações tão diferentes, que são sustentação e disrupção, também é trazido à pauta. De acordo com ele, enquanto a sustentação é a melhoria de performance em produtos e serviços existentes, a disrupção é o atendimento às necessidades futuras dos clientes.

O que nos coloca, então, diante de duas formas de explorar os negócios, chamadas de Exploitation e Exploration. Vamos entender as suas diferenças:

  • Exploitation são atividades voltadas para o refinamento e a eficiência dos processos, cujo foco está no agora, no ganho a curto prazo. Isso representa baixo nível de incerteza e altas taxas de sucesso, garantindo confiabilidade, eficiência e controle para a organização. São as formas de desenvolver produtos e serviços já estabelecidos, como pequenas melhorias e a inovação incremental em produtos já existentes.
  • Exploration são as atividades voltadas para a experimentação, com foco no que ainda não se sabe, cujo retorno é incerto e de longo prazo. Representa a investigação de novos negócios ou de novas formas de fazer negócios e de gerar valor. Nesse caso, temos a inovação radical de produtos e serviços únicos, com alto grau de risco na tomada de decisão.

É aí que a ambidestria organizacional tem papel fundamental, ao operar com essas duas lógicas e equilibrar a necessidade de avanços com a capacidade de tolerância ao erro. E existem diferentes tipos de ambidestria corporativa, como vamos conferir agora!

 

Ambidestria contextual, estrutural e sequencial

TEXTO: São três os principais formatos de aplicação de estratégias de gestão ambidestras. Eles envolvem diferentes perfis e estágios de maturidade das empresas, em termos de tamanho, cultura e gestão, explorando possibilidades de inovação.

  • Ambidestria Contextual: cada colaborador pode escolher entre exploitation e exploration. O objetivo é criar um contexto organizacional no qual todos são encorajados a explorar novas ideias, conectadas a uma estratégia corporativa e, principalmente, à estratégia da unidade de negócio;
  • Ambidestria Sequencial: usa práticas gerenciais adequadas para cada estágio do projeto, por meio de uma separação temporal. Novas iniciativas de exploration são incubadas até encontrarem modelos de negócios viáveis. Depois disso, torna-se um projeto de exploitation, mais focado na execução de projetos;
  • Ambidestria Estrutural: separa exploitation e exploration em unidades de negócio diferentes. Algumas unidades exploram oportunidades e negócios existentes, enquanto outras exploram oportunidades radicais. Portanto, diferentes estratégias, estruturas e processos.

 

BILD: Um case de sucesso

TEXTO: Especializada em apresentar soluções de empreendedorismo e inovação, a Venture Hub sabe da importância da ambidestria organizacional para alavancar novos modelos de negócios, sem deixar de lado o foco central das empresas. Um trabalho voltado para ajudar startups e grandes organizações a liderarem o futuro de seus mercados. Somos uma equipe com mais de 300 mentores e especialistas, preparados para atuar nos diversos estágios do empreendimento.

E entre os cases de sucesso da Venture Hub está o da construtora Bild, empresa localizada na cidade paulista de Ribeirão Preto e com mais de dez anos no mercado. Em seu portfólio, são 7.500 unidades lançadas, totalizando 58 empreendimentos e 27 edifícios entregues.

Nosso trabalho teve como objetivo buscar novas oportunidades de mercado, para o desenvolvimento e aceleração de startups internas, baseado em modelos fora do core business da Bild. A partir disso, foi criada a solução “Aconchega”, fundamentada em proporcionar conforto e comodidade para quem adquiriu um imóvel.

A iniciativa oportuniza ao cliente um imóvel pronto para morar, cuidando de todos os serviços essenciais na hora de mudar para o novo lar, de forma prática e descomplicada. Isso inclui ar-condicionado, aquecedor a gás, móveis planejados, iluminação, box e espelhos, envidraçamento de sacada, tela de proteção, acessórios, a partir de toda a ajuda profissional necessária, mas que caiba no bolso do cliente.

Interessante, não é mesmo? Nosso site tem outros insights em torno de uma atividade calçada na ambidestria organizacional, com todas as suas vantagens para os mais diferentes modelos de negócios! Faça contato com a nossa equipe!

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