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Homem e mulher em ambiente de escritório analisam juntos informações em um tablet; ele aponta para a tela enquanto ela observa atentamente, com outros colegas desfocados ao fundo, sugerindo colaboração e trabalho em equipe em um contexto profissional. Imagem de capa para o blogpost Screening de Startups.

Screening de startups: Como selecionar as melhores startups para minha empresa

Uma das práticas comuns que empresas adotam quando executam um projeto de inovação aberta é o processo de screening de startups. Esse método consiste em identificar e selecionar startups condizentes com as necessidades da organização para que, juntas, possam solucionar desafios, desenvolver soluções e viabilizar oportunidades de negócios. Embora seja uma ação corriqueira de quem vive o ecossistema de inovação, muitos screenings não geram os resultados esperados. Isso acontece não por conta da imaturidade da startup ou pelas expectativas altas da corp, na verdade, a falha pode estar antes mesmo da execução da POC. Mais precisamente na descrição do desafio.

O que é um screening de startups?

O Screening de startups é a busca e a seleção de negócios inovadores capazes de resolver um problema interno ou externo de uma organização. Geralmente, corporações. Na prática, grandes empresas informam o mercado que estão com um desafio em aberto e procuram parceiros para auxiliá-las a solucionar a problemática. Em seguida, startups que acreditam que estão alinhadas às oportunidades levantadas realizam a inscrição e aguardam uma devolutiva positiva ou negativa. As mais aderentes são convocadas e a partir desse momento, algumas conversas são realizadas para entender em detalhes como funciona a solução, tais como: quais são os custos, tempo de execução e o ambiente de teste, por exemplo, para a realização da POC. Com base no resultado e desempenho da POC, a corporação decide se irá seguir com a solução da startup ou se irá procurar por outras possibilidades no mercado para resolver problema em questão.

O screening é uma ótima estratégia para empresas se conectarem e se aproximarem do ecossistema de inovação. Através dele, é possível analisar movimentos de mercado, estar próximo de novas tecnologias, reduzir custos de desenvolvimento e se adaptar rapidamente às mudanças. Dessa forma, empresas se destacam em relação aos concorrentes na competição, agregam mais valor aos clientes e são reconhecidas pela capacidade de inovar.

Erros comuns cometidos em um screening de startups

Embora o screening consiga proporcionar ganhos competitivos e uma série de vantagens tangíveis e intangíveis, não é qualquer projeto de screening que gera resultados. Existem vários processos que falham por conta da maneira de como são conduzidos e posicionados pelas corporações. A forma como os desafios são descritos, assim como os objetivos por trás deles, são cruciais para a atração de negócios qualificados e aderentes às expectativas.

Uma estratégia de inovação alinhada aos interesses da organização é fundamental para a boa performance do projeto. Com as ações, métricas e metas desenhadas fica mais fácil analisar KPIs, medir os resultados e estruturar um plano de ação coerente. Haverá uma visão clara do que a empresa espera atingir com a iniciativa. Quando estamos falando de um screening, o objetivo principal é se conectar a startups para resolver um problema e gerar oportunidades de negócios. No entanto, existem startups de diferentes tamanhos, em níveis de maturidade distintos e com modelos de negócios diversificados. Por conta disso, querer só se “conectar a startups” não é o suficiente para o êxito do projeto. É preciso um detalhamento maior do escopo, dos objetivos e da descrição dos desafios para trazer negócios adequados às exigências da empresa.

Uma descrição rasa e genérica, por exemplo, consegue atrair tanto uma startup early stage quanto uma startup robusta e em larga escala operacional. Trabalhar com esses dois perfis é completamente diferente e exige uma abordagem específica para cada uma delas.

Startups early stage estão no início do desenvolvimento tecnológico e nem sempre têm em mãos a solução finalizada, em razão disso, elas buscam parceiros capazes de subsidiar o desenvolvimento e que estão dispostos a serem objetos de testes delas. À vista disso, corporações precisam compreender que o produto ou serviço não estará pronto para ser implementado de imediato no mercado e que levará um tempo para validá-lo, e para chegar no estágio de comercialização. Esse prazo de construção e validação pode trazer benefícios valiosos para a corporação, como fomento de uma cultura de inovação, acesso e exploração a tecnologias emergentes, e até potencial de retorno estratégico e financeiro alto a longo prazo. Entretanto, caso haja urgência para resolver problema, uma startup early stage não é a escolha mais indicada para se aproximar.

Em contrapartida, startups maduras são excelentes para projetos plug n’ play. O processo de validação já aconteceu e a solução já está pronta para ser integrada às operações da grande empresa. Dessa forma, a corporação ganha agilidade, escalabilidade e vantagens competitivas no mercado. Porém, caso o objetivo seja desenvolver uma ideia do zero, talvez um negócio com mais robustez não a melhor opção, pois a flexibilidade e a velocidade de desenvolvimento são menores se comparadas a negócios early stage.

Por isso é fundamental as empresas dedicarem um tempo na descrição dos desafios e nas estratégias por trás da conexão com negócios inovadores, porque assim é possível atrair startups totalmente qualificadas aos objetivos e diminui a atração de negócios incompatíveis. Porém, nem sempre as organizações reservam um momento para elaborar o conteúdo do desafio, o que no final impacta no resultado do screening. Vamos a um exemplo prático.

Descrição 1

“Iniciativas que propõem novas abordagens para apoiar a gestão e a organização das operações têm um papel relevante na evolução dos modelos de negócio. De forma ampla, essas soluções contribuem para maior eficiência, integração de processos e melhor uso das informações, apoiando decisões mais estratégicas e sustentáveis ao longo do tempo.”

Descrição 2

“Startups que trazem inovações para a gestão e operação das lojas são essenciais. Isso engloba desde a automação dos processos de trabalho das lojas, gestão de escalas de trabalho, verificação e padrão de gondola, planograma, até soluções para o autoatendimento. Soluções que permitem a centralização, gestão de cadastros e recomendação de mix de produtos também são fundamentais.”

Percebe como a descrição 1 está mais aberta e genérica? Ela não explica exatamente o tipo de solução que a empresa está procurando para resolver o problema. Com isso, qualquer startup pode fazer a inscrição para o desafio, acreditando que tem a tecnologia perfeita para solucioná-lo. E o que acontece no momento da reunião com a corporação? Ocorre a desconexão entre o desafio e a proposta de solução.

Já a descrição 2 está mais endereçada. Ela deixa bem claro quais soluções a empresa está buscando e delimita o perfil de parceiros que gostaria de se conectar. Assim, tanto a empresa quanto a startup conseguem ter uma conversa mais profunda e direcionada, porque cada uma sabe exatamente o problema que deve ser resolvido, enquanto a outra tem uma compreensão melhor de como a solução pode auxiliá-la com o problema.

Além disso, outro problema comum cometido por empresas é a forma como elas conduzem o screening de startups. O screening basicamente é um grande funil de potenciais negócios aderentes às suas estratégias e objetivos. Haverá soluções mais adequadas às oportunidades daquele momento e outras que terão que aguardar vindouras iniciativas. Para startups que não seguirão adiante, um simples e-mail agradecendo a participação e informando que o projeto seguirá com outros negócios é o suficiente para comunicar o fim da participação delas. No entanto, para os negócios selecionados para seguir adiante, a abordagem deve ser outra.

É preciso manter uma cadência de comunicação e interação com as soluções selecionadas, pois isso demonstra perspectivas de que o projeto está em execução e é uma das prioridades da empresa. Reuniões de checkpoints, alinhamentos prévios sobre POC e conversas entre os times técnicos de ambos os lados são fundamentais para fortalecer a conexão feita e ter a certeza de que o fit entre startup e corporação trará frutos positivos para ambas. Porém, isso não acontece da forma como deveria na realidade.

Encontros entre os times são agendados bimestralmente, trimestralmente; as conversas em torno da POC rodam em círculos porque é preciso reapresentar novamente a proposta de execução; grandes corporações acabam priorizando outras ações e projetos internos, e as startups acabam ficando sem retorno; e no final, uma iniciativa que era para fomentar a inovação e solucionar um problema relevante acaba à deriva. As grandes empresas acabam caindo no “teatro da inovação”, onde não praticam ideias inovadoras, e as startups acabam perdendo oportunidades de negócios.

A cadência de interação entre ambas as partes é imprescindível para o sucesso do screening. Corporações precisam desenvolver um fluxo de comunicação com as startups a fim de tirar o projeto do campo das ideias e transformá-lo em realidade.

A Venture Hub é especialista em alinhar o andamento de screening de startups. Podemos auxiliar no diálogo entre empresa e startup para encontrar um denominador comum para os envolvidos, viabilizando oportunidades de negócios. Clique aqui e fale com o nosso time.

Consequências financeiras e estratégicas

Um screening mal conduzido impacta diretamente nas estratégias corporativas e nas finanças da organização.

Consequências financeiras:

  • Desperdício de investimentos e orçamento de inovação: Recursos financeiros são direcionados a projetos com baixo potencial de retorno, resultando em investimentos que não geram valor mensurável ou impacto real para o negócio. POCs e pilotos mal selecionados não evoluem para contratos ou soluções escaláveis, gerando custos recorrentes sem retorno proporcional e comprometendo a eficiência do investimento.

  • Perda de retorno financeiro e aumento do custo de oportunidade: Ao investir em startups inadequadas, a corporação deixa de capturar ganhos financeiros e operacionais que poderiam ser obtidos com soluções mais aderentes, impactando diretamente a rentabilidade e a competitividade do negócio.

Consequências estratégicas:

  • Desalinhamento com a estratégia de inovação e de negócio: Um screening executado sem expertise pode levar à seleção de startups que não endereçam prioridades estratégicas da corporação. Isso compromete a coerência do portfólio de inovação e reduz a capacidade da empresa de construir vantagens competitivas relevantes no médio e longo prazo.

  • Enfraquecimento da governança e da credibilidade interna: A recorrência de escolhas equivocadas gera frustração entre lideranças e áreas envolvidas, reduzindo o engajamento com iniciativas de inovação aberta. Com o tempo, a inovação passa a ser percebida como uma “pedra no sapato” da empresa ao invés de uma aliada valiosa. A capacidade de inovar também pode ser vista como algo experimental e pouco confiável, dificultando sua institucionalização.

Como estruturar um bom processo de screening de startups

1 – Divulgue o seu desafio no mercado

A construção de um bom texto sobre o desafio é fundamental para a qualidade das startups que irão se inscrever nele. Lembra da descrição genérica e da elaborada que apresentamos alguns parágrafos atrás? Isso faz toda a diferença no momento da inscrição. Quanto mais claro e objetivo for o conteúdo da oportunidade, mais qualificado serão os projetos inscritos.

Portanto, reservar um tempo para traduzir as estratégias e objetivos da empresa para o desafio é inegociável. Dessa forma, você deixa mais claro o perfil de negócios que está procurando, assim como o nível de maturidade da solução, evitando desalinhamentos e mal entendidos. Por consequência, o critério de avaliação também ficará mais inteligível para a organização.

2 – Encontre e converse com parceiros ideais

Lembre-se que o screening é um grande funil de ideias e de negócios em diferentes níveis de maturidade e com propostas variadas.

Selecione as soluções coerentes e alinhadas com as estratégias da corporação e a partir disso crie um plano de ação e de comunicação com as selecionadas.

Com o fluxo de interação ativo, a startup compreende o que é esperado dela e assim pode adequar a solução às necessidades da empresa. Do lado da big corp, ela explica o seu momento, esclarece as suas necessidades e comunica o que espera alcançar com a parceria.

3 – Envolva o time de inovação

É essencial envolver pessoas e times que saibam como funciona um processo de inovação aberta. Colocar alguém sem experiência nessa área é um equívoco que pode custar o andamento do projeto e futuras iniciativas de inovação.

Especialistas que entendem o universo startupeiro conseguem conduzir da melhor forma as etapas do screening, a análise das startups e recomendar com mais precisão negócios mais qualificados para os interesses da organização.

A Venture Hub é especialista em processos de screening. Conectamos corporações com startups e negócios inovadores para solucionar desafios internos ou para explorar oportunidades latentes em mercados. Utilizamos uma metodologia validada que já conectou empresas com milhares de startups espalhadas pelo Brasil, em mais de 25 projetos de screening.

Com a nossa expertise, indicamos as melhores startups para os desafios da sua empresa. Fale com o nosso time e entenda como funciona o nosso processo de busca e seleção de startups.

Qual o time que deve estar envolvido em um screening de startups

Além do time de inovação, é fundamental que os departamentos que serão impactadas pela colaboração com a startup também participem de algumas fases do screening. O ideal é que o envolvimento de times técnicos aconteça em dois momentos: o período de análise e o aprofundamento de projeto com a startup.

As equipes operacionais respiram diariamente os processos da empresa e sabem quais são as maiores dores que estão enfrentando. Assim, colocar uma pessoa que passa por isso dia a dia é uma ótima forma de identificar as soluções mais promissoras para aquele problema.

Caso a pessoa operacional não se sinta confortável em analisar a startup, é possível inseri-la no projeto a partir das reuniões técnicas com a startup. Dessa forma, ela conseguirá entender em detalhes qual é a solução proposta pela startup, explicar o cenário atual da organização e dizer o que já foi feito para tentar solucionar o problema. Desse modo, o time interno e a startup conseguem trabalhar de forma mais coordenada, alinhada e precisa na resolução do problema.

Por último, é importante envolver a alta gestão em todas as etapas do processo, informando a eles a quantidade de startups inscritas, selecionadas, em que etapa o projeto se encontra, quais são os resultados da POC e próximos passos. Desta maneira, eles terão uma visão macro do screening, conseguirão metreficar o seu desempenho e tomarão a decisão de seguir em frente com a aplicação da solução da startup no mercado ou não.

O envolvimento de toda a hierarquia corporativa contribui para o crescimento e fortalecimento da cultura de inovação empresarial.

Conclusão

Como você pôde ter notado, um screening de startup é um processo vantajoso para a empresa, porém exige certa expertise para ser executado de forma ideal. É preciso de uma descrição de desafio, uma cadência de  interação entre empresa e startup, e uma habilidade analítica ímpar para atrair as melhores soluções. Quando todos esses elementos se entrelaçam, a organização garante vantagens competitivas, habilidade para se adaptar a mudanças, a cesso a tecnologias emergentes e consegue penetrar em novos mercados.

A falta de expertise e tato em algumas fases do screening, como na descrição dos desafios e no relacionamento com as startups, pode atrair propostas desalinhadas as estratégias e necessidades corporativas, e também pode acabar com a possibilidade de futuros projetos de inovação.

Por isso, é fundamental contar com especialistas experientes neste tipo de projeto.

A Venture Hub pode ajudar você a encontrar as melhores startups para os seus desafios. Já executamos mais de 25 projetos de screening, conectando corporações, institutos de tecnologia e organizações a uma rede de mais de 18.000 startups, para a resolução de desafios internos e de oportunidades de mercado. Podemos te ajudar desde o mapeamento e elaboração de desafios, análise de startups, até o acompanhamento de POCs, garantindo o alinhamento entre empresa e startup.

Quando um screening é conduzido sem método e sem experiência prévia, o custo não está apenas no investimento aplicado, mas no tempo perdido, na frustração interna e nas oportunidades que deixam de ser capturadas. Se você deseja evitar essa situação e dar o próximo passo da inovação internamente, fale agora com o nosso time e veja como funciona o nosso processo de screening. 

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